{"id":134,"date":"2017-08-08T06:22:36","date_gmt":"2017-08-08T09:22:36","guid":{"rendered":"http:\/\/humanitat.com.br\/?p=134"},"modified":"2017-08-23T09:18:08","modified_gmt":"2017-08-23T12:18:08","slug":"arquiteta-catarinense-pesquisa-construcao-de-cidades-integradas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/arquiteta-catarinense-pesquisa-construcao-de-cidades-integradas\/","title":{"rendered":"Arquiteta catarinense pesquisa constru\u00e7\u00e3o de cidades integradas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-135 size-large\" src=\"http:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/palestra-oskar-von-miller-1024x410.jpg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"272\" srcset=\"https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/palestra-oskar-von-miller-1024x410.jpg 1024w, https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/palestra-oskar-von-miller-320x128.jpg 320w, https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/palestra-oskar-von-miller-768x307.jpg 768w, https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/palestra-oskar-von-miller-540x216.jpg 540w, https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/palestra-oskar-von-miller.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/>Do site da<strong> <a href=\"http:\/\/www.fna.org.br\/arquiteta-catarinense-pesquisa-construcao-de-cidades-mais-integradas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Arquitetos<\/a>.<\/strong><\/p>\n<p>A catarinense Carolina Viviane Nunes, 35 anos, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desbrava novos territ\u00f3rios na luta pela constru\u00e7\u00e3o de cidades mais integradas. A arquiteta, nascida em Blumenau (SC), desenvolve atualmente um estudo na Alemanha sobre Rios e Cidades, iniciado ainda na academia, em 2004.<\/p>\n<p>Com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Arquitetura Sustent\u00e1vel pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) e MBA em Gest\u00e3o de Neg\u00f3cios Imobili\u00e1rios e da Constru\u00e7\u00e3o Civil pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), Carolina deve permanecer em Munique, onde reside atualmente, at\u00e9 o final deste ano para dar seguimento ao projeto. Depois disso, volta ao Brasil para desenvolver projeto com jovens.<\/p>\n<p>A ideia, segundo ela, \u00e9 pensar em cidades mais integradas com a natureza e focadas para o uso humano, priorizando o conv\u00edvio entre as pessoas em espa\u00e7os p\u00fablicos. Na Alemanha, o projeto iniciou em novembro do ano passado, quando Carolina ingressou no German Chancellor Fellowship, programa que visa promover a carreira profissional dos participantes e criar pontes entre o Brasil e a Alemanha, dentro de um di\u00e1logo de sociedades modernas.<\/p>\n<p>O projeto de Carolina pode ser conferido no site www.humanitat.com.br, criado com apoio do Sindilojas, IHB, Carton Druck e Todo Livro. O site re\u00fane diversas ideias, artigos, fotos e v\u00eddeos.<\/p>\n<p>Confira a entrevista:<\/p>\n<p><strong>1. Como e quando iniciou a sua pesquisa sobre Rios e Cidades?<\/strong><\/p>\n<p>O meu projeto na Alemanha come\u00e7ou em novembro do ano passado, mas a concep\u00e7\u00e3o se iniciou em 2004, quando eu ainda era estudante, na disciplina de Planejamento Regional. Eu tive contato com uma brochura publicada por Walter Binder, do Departamento de \u00c1gua da Baviera, em que ele relata os objetivos e os estudos que deram base ao processo de renaturaliza\u00e7\u00e3o do rio Isar.<\/p>\n<p><strong>2. Qual \u00e9 o objetivo desse estudo?<\/strong><\/p>\n<p>O meu estudo n\u00e3o \u00e9 uma pesquisa acad\u00eamica e espec\u00edfica. \u00c9 uma pesquisa mais ampla e abrangente, com o objetivo de formar um pensamento de gest\u00e3o. O projeto trata da constru\u00e7\u00e3o de cidades mais integradas com a natureza e pensadas para o uso humano e conv\u00edvio entre as pessoas nos espa\u00e7os p\u00fablicos \u2013 que s\u00e3o os lugares que pertencem a todos! E como isso foi feito tecnicamente e com a participa\u00e7\u00e3o da sociedade, com estudos de caso na Alemanha e com passagens pela Holanda e Dinamarca. Enquanto no Brasil ainda seguimos o modelo europeu do s\u00e9culo passado, de retificar os rios e concretar as margens, na Europa contempor\u00e2nea busca-se renaturalizar os rios, ou seja, retirar\/reduzir a interfer\u00eancia humana e buscar uma situa\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima da natural, para melhorar a prote\u00e7\u00e3o contra enchentes, a condi\u00e7\u00e3o natural e criar espa\u00e7os de lazer para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>3. Algum projeto ser\u00e1 executado no Brasil? H\u00e1 expectativa de quando isso possa acontecer?<\/strong><\/p>\n<p>Para executar projetos, \u00e9 preciso apoio da popula\u00e7\u00e3o e da classe pol\u00edtica. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso, \u00e9 claro, de recursos financeiros, tanto para a parte de projeto quanto para a posterior execu\u00e7\u00e3o dos mesmos. A renaturaliza\u00e7\u00e3o do rio Isar na \u00e1rea central de Munique custou cerca de \u20ac 13 milh\u00f5es (sendo aproximadamente \u2153 disso para retirar entulhos da guerra) e os projetos custaram aproximadamente 10% desse valor. \u00c9 interessante ressaltar que a ideia surgiu na d\u00e9cada de 80, mas o projeto-piloto foi desenvolvido entre 1995 e 1999. Esses quase 20 anos entre a ideia e o in\u00edcio da execu\u00e7\u00e3o foram de conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, de mudan\u00e7a de mentalidade e educa\u00e7\u00e3o. Isso num tempo em que a propaga\u00e7\u00e3o de ideias era mais limitada e o projeto era pioneiro.<\/p>\n<p>Estou me capacitando para liderar estes projetos. Atualmente estou buscando recursos para viabilizar um projeto de mudan\u00e7a de paradigmas, engajando 500 jovens por ano na causa de rios e cidades no Brasil, j\u00e1 para o pr\u00f3ximo ano, e promover um interc\u00e2mbio com a Alemanha.<\/p>\n<p><strong>4. Voc\u00ea foi recebida pelo presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier. Como isso aconteceu?<\/strong><\/p>\n<p>Eu participo do programa German Chancellor Fellowship, destinado a potenciais influenciadores do futuro, do Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e Estados Unidos. O programa \u00e9 organizado pela Funda\u00e7\u00e3o Alexander von Humboldt, institui\u00e7\u00e3o com uma rede de mais de 26 mil pesquisadores \u2013 incluindo 54 vencedores do Pr\u00eamio Nobel \u2013 e est\u00e1 sob o patroc\u00ednio da Chanceler alem\u00e3. A recep\u00e7\u00e3o com o presidente faz parte do encontro anual da Funda\u00e7\u00e3o, no Schloss Bellevue, que \u00e9 o pal\u00e1cio de recep\u00e7\u00e3o e a moradia oficial do presidente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do presidente em junho, tamb\u00e9m fui recepcionada pela chanceler Angela Merkel na \u00faltima quarta-feira (18\/07), desta vez em um encontro restrito apenas a mim e aos meus colegas German Chancellor Fellows. Fomos recebidos no Bundeskanzleramt (a Chancelaria Federal Alem\u00e3). Tamb\u00e9m tivemos oportunidade de conversar sobre temas da atualidade com membros do governo e fomos recebidos no Ausw\u00e4rtiges Amt (Rela\u00e7\u00f5es Internacionais), onde participamos de debates e conhecemos programas culturais. Durante o meu programa, participamos de semin\u00e1rios e viagens de estudos, em que tivemos contato com diversas institui\u00e7\u00f5es alem\u00e3s.<\/p>\n<p><strong>5. Como est\u00e1 o processo de desenvolvimento de pesquisa e pr\u00e1tica de projetos neste momento no pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 pesquisas e iniciativas bem interessantes no Brasil. Poderia destacar um processo de renaturaliza\u00e7\u00e3o em Minas Gerais, que \u00e9 voltado \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o ambiental, e o movimento Rios e Ruas, em S\u00e3o Paulo, que visa descobrir a cidade. O Brasil tem uma formata\u00e7\u00e3o interessante, com uma legisla\u00e7\u00e3o que reconhece a \u00e1gua como bem de dom\u00ednio p\u00fablico e os Comit\u00eas de Bacias. N\u00f3s arquitetos devemos estar mais presentes, j\u00e1 que planejamento regional e urbano \u00e9 nossa atribui\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p><strong>6. Qual a import\u00e2ncia do processo de preserva\u00e7\u00e3o de rios e cidades andarem juntas?<\/strong><\/p>\n<p>80% da popula\u00e7\u00e3o brasileira mora hoje em \u00e1reas urbanas e o r\u00e1pido e enorme crescimento das nossas cidades n\u00e3o foi acompanhado por um aumento em qualidade de vida. Rios e margens s\u00e3o espa\u00e7os p\u00fablicos e podemos usar o potencial dos rios para reconectar as pessoas e a natureza. Parques lineares mais naturais, que propiciam o encontro, o lazer, a mobilidade e a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s de margens de concreto e rios enterrados. Considerando que o Brasil \u00e9 o pa\u00eds mais rico em \u00e1gua e biodiversidade no mundo, integrar rios e cidades no Brasil \u00e9 promover uma solu\u00e7\u00e3o mais sustent\u00e1vel, que leva em conta o car\u00e1ter natural dos rios e o promove o encontro das pessoas nos espa\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira a entrevista concedida para a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Arquitetos<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":135,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[11,2],"tags":[],"class_list":["post-134","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-capa","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/palestra-oskar-von-miller.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":201,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134\/revisions\/201"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/media\/135"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}