{"id":334,"date":"2017-12-18T14:26:10","date_gmt":"2017-12-18T16:26:10","guid":{"rendered":"http:\/\/humanitat.com.br\/?p=334"},"modified":"2018-02-06T10:11:35","modified_gmt":"2018-02-06T12:11:35","slug":"the-infinity-wave","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/the-infinity-wave\/","title":{"rendered":"A onda infinita"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">D\u00e1 para imaginar que uma cidade a 500 quil\u00f4metros do mar, no Sul da Alemanha, poderia se tornar conhecida pelo surf? Numa \u00e1rea bem central de Munique, bem na entrada do parque Englischer Garten, est\u00e1 o Canal Eisbach, onde se forma uma onda frequentada por surfistas desde a d\u00e9cada de 1970.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 hoje um dos atrativos da cidade. J\u00e1 de longe, \u00e9 poss\u00edvel ver a movimenta\u00e7\u00e3o dos curiosos, mesmo numa manh\u00e3 fria de inverno, com os term\u00f4metros negativos e a sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica congelante!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse cen\u00e1rio de muito frio, encontramos os famosos surfistas de rio. Com roupas de neoprene, uma prancha de surf e um pouco de habilidade, \u00e9 poss\u00edvel se divertir por horas. O Eisbach foi criado para a obten\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica. Mas um desn\u00edvel em seu leito provoca uma esp\u00e9cie de \u201conda infinita\u201d. Isso aconteceu por acaso. Esse curso d\u2019\u00e1gua \u00e9 um bra\u00e7o artificial do rio Isar e em alguns dos seus trechos s\u00e3o t\u00e3o rasos que mal atingem 40 cm. A pouca profundidade e o fato de a onda ser ininterrupta exigem muita habilidade do surfista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E agora, um grupo de empres\u00e1rios, professores e engenheiros \u2013 que tamb\u00e9m s\u00e3o surfistas \u2013, desenvolveu um sistema que pode ser reproduzido em outros ribeir\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo um dos mentores do sistema, o professor Meier-Staude, o objetivo \u00e9 construir uma onda para as pessoas, que podem fazer esporte juntas, na natureza. Vale para surfistas experimentados, para os jovens, os mais velhos, mulheres, homens, e tamb\u00e9m as pessoas que querem s\u00f3 observar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Alemanha, a seguran\u00e7a \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o. Por muito tempo, tanto a nata\u00e7\u00e3o como o surfe no rio eram proibidos por lei. Foi, no entanto, uma daquelas leis que n\u00e3o \u201cpegaram\u201d, como se diz no Brasil. O surf s\u00f3 deixou de ser proibido a partir de 2010, o que nunca impediu que os surfistas, muito antes disso, frequentassem o \u201cpico\u201d. Hoje, \u00e9 bem comum ver pessoas passando com roupas de borracha e pranchas pela \u00e1rea Central de Munique, a caminho do Eisbach.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com uma interven\u00e7\u00e3o de baixo custo, e baixo impacto ambiental, o surf no rio traz o benef\u00edcio da atividade f\u00edsica, da sa\u00fade, e tamb\u00e9m da conviv\u00eancia. Com a implanta\u00e7\u00e3o do tratamento de esgoto em curso em Blumenau e outras cidades, o uso do rio passa a ser uma possibilidade real para a qualidade de vida nas cidades.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Munique, surfar na onda do rio \u00e9 um dos atrativos da cidade.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":345,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1,11,13],"tags":[],"class_list":["post-334","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-capa","category-destaque"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/MG_8774.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":347,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334\/revisions\/347"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/media\/345"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}