{"id":356,"date":"2018-01-31T18:13:23","date_gmt":"2018-01-31T20:13:23","guid":{"rendered":"http:\/\/humanitat.com.br\/?p=356"},"modified":"2020-01-21T15:30:42","modified_gmt":"2020-01-21T18:30:42","slug":"entrevista-cidades-mais-humanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/entrevista-cidades-mais-humanas\/","title":{"rendered":"Entrevista: Cidades mais humanas"},"content":{"rendered":"<p>Por Yasmine Holanda, <strong><a href=\"https:\/\/www.revistaversar.com.br\/index.php\/2018\/01\/26\/entrevista-carolina-nunes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Revista Versar<\/a><\/strong><\/p>\n<div>\n<h2>Cidades humanas: arquiteta Carolina Nunes, de Blumenau, aposta no conhecimento para melhorar a qualidade de vida das pessoas<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-357 size-full\" src=\"http:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Carolina-Nunes-e1517924672811.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Carolina-Nunes-e1517924672811.jpg 800w, https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Carolina-Nunes-e1517924672811-320x128.jpg 320w, https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Carolina-Nunes-e1517924672811-768x307.jpg 768w, https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Carolina-Nunes-e1517924672811-540x216.jpg 540w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>Carolina Nunes foi reconhecida como uma jovem l\u00edder na \u00e1rea da arquitetura e urbanismo. Foto: Leo Munhoz<\/p>\n<p>A arquiteta blumenauense Carolina Nunes acaba de retornar da Alemanha, onde participou, durante um ano e meio do programa Bundeskanzler Stipendium, voltado para jovens l\u00edderes dos EUA, R\u00fassia, \u00cdndia, China e Brasil e patrocinado pela chancelaria alem\u00e3. A pesquisa teve como tema Rios e Cidades, que tem tudo a ver com Santa Catarina. Agora de volta ao Estado, ela e o companheiro Walter Weingaertner se dedicam ao projeto\u00a0<a href=\"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/\"><strong>Humanit\u00e4t<\/strong><\/a>, que busca conscientizar as pessoas sobre a rela\u00e7\u00e3o com as cidades. Veja como foi o nosso papo:<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><strong>Conta um pouco mais sobre o tema da pesquisa que voc\u00ea desenvolveu durante o programa.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Sou de Blumenau, ent\u00e3o o rio Itaja\u00ed-A\u00e7u \u00e9 muito presente na nossa vida. Ao mesmo tempo em que temos uma rela\u00e7\u00e3o de carinho e cuidado com ele, tem as enchentes frequentes. Quando comecei a estudar Arquitetura na UFSC, tivemos que escolher uma regi\u00e3o para um trabalho da disciplina de Planejamento Regional. Escolhi o Vale e foi uma surpresa. A gente sempre teve a ideia de que, para prevenir as enchentes, seria necess\u00e1rio retificar o canal e concretar as margens. A\u00ed descobri que na Alemanha isso j\u00e1 era ultrapassado, que eles j\u00e1 estavam renaturalizando os rios. Fiquei encantada com esse conceito. Durante o programa, em uma das visitas t\u00e9cnicas, perguntei ao diretor de cidades da Ag\u00eancia de Coopera\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica Alem\u00e3 que conselho ele\u00a0daria para Blumenau. Ele respondeu: \u201crecomendo que voc\u00eas olhem o que a gente fez com os nossos rios. Gastamos muito dinheiro para concretar e\u00a0retificar e agora estamos gastando ainda mais\u00a0para desfazer isso tudo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Qual a proposta do Humanit\u00e4t?<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Surgiu de uma grande inquieta\u00e7\u00e3o minha, h\u00e1 muitos anos. A gente n\u00e3o discute com seriedade a pergunta que dever\u00edamos fazer o tempo inteiro: como a gente quer viver nas cidades? Como deveria ser a nossa vida nas cidades? Vejo nossa qualidade de vida se deteriorando e as discuss\u00f5es ficam muito na quest\u00e3o do tr\u00e2nsito e das emerg\u00eancias. O poder p\u00fablico se concentra nisso, a iniciativa privada se preocupa em fazer empreendimentos e a sociedade civil n\u00e3o tem, de modo geral, conhecimento de melhores exemplos. N\u00e3o conhece outras refer\u00eancias e modelos. A gente criou o Humanitat para melhorar a qualidade de vida das pessoas na cidade. Acredito que com conhecimento t\u00e9cnico, vontade pol\u00edtica e sociedade empoderada conseguimos fazer grandes mudan\u00e7as. Temos o intuito de trazer esse conhecimento e de implementar as melhores pr\u00e1ticas e exemplos do mundo nas cidades do Brasil.<\/p>\n<p>Assista \u00e0 entrevista:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cidades humanas: entrevista com a arquiteta Carolina Nunes, de Blumenau\" width=\"680\" height=\"383\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oMfbS8qILH4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<div><strong>Temos bons exemplos em Santa Catarina ou ainda h\u00e1 muito trabalho a ser feito?<\/strong><\/div>\n<div>\n<p>Bons exemplos temos sempre. Mas temos que focar em nosso potencial. A natureza aqui \u00e9 fant\u00e1stica e a biodiversidade da Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 maior que a da Europa inteira. Temos um enorme potencial de paisagem. Mas tem que ter acesso. Por que n\u00e3o h\u00e1 um caminho s\u00f3 para bicicletas e pedestres em todos esses morros? Olha s\u00f3 o potencial de parques lineares e caminhos que conectem a cidade.<\/p>\n<p><strong>E quais os desafios que precisamos encarar para termos cidades mais humanas?<\/strong><\/p>\n<p>O principal desafio \u00e9 o empoderamento da sociedade. Nenhuma decis\u00e3o deveria vir de cima para baixo, deveria ser sobre o que a sociedade quer. Antes de ir para a Alemanha, eu achava que eles tinham todo um conjunto de regulamenta\u00e7\u00f5es para manter as cidades daquela maneira. L\u00e1, vi que elas s\u00e3o assim porque a sociedade briga muito para que elas sejam assim.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidades humanas: arquiteta Carolina Nunes, de Blumenau, aposta no conhecimento para melhorar a qualidade de vida das pessoas<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":357,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[11,2],"tags":[],"class_list":["post-356","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-capa","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Carolina-Nunes-e1517924672811.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=356"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":864,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356\/revisions\/864"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/media\/357"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=356"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=356"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}