{"id":362,"date":"2018-02-06T10:07:09","date_gmt":"2018-02-06T12:07:09","guid":{"rendered":"http:\/\/humanitat.com.br\/?p=362"},"modified":"2024-02-28T11:22:38","modified_gmt":"2024-02-28T14:22:38","slug":"infraestrutura-verde-e-azul-e-suas-possibilidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/infraestrutura-verde-e-azul-e-suas-possibilidades\/","title":{"rendered":"A infraestrutura Verde e Azul e suas possibilidades"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Verde e azul s\u00e3o duas cores que parecem n\u00e3o combinar juntas, mas quando se olha em volta, s\u00e3o as cores que dominam a natureza. O verde representa nossas florestas, parques e jardins. Azul \u00e9 o produto do reflexo da \u00e1gua em nossas retinas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel imaginar que a infraestrutura verde e azul diz respeito a como podemos viver dentro de maior respeito ao meio ambiente, e com menor depend\u00eancia do concreto e do asfalto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A chamada \u201cBlue and Green Infrastructure\u201d se prop\u00f5e a resolver os problemas funcionais de uma cidade de maneira mais econ\u00f4mica, privilegiando a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e beneficiando as pessoas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dentro desse modo de planejamento, obras de infraestrutura constru\u00eddas funcionam em conjunto com espa\u00e7os naturais ou seminaturais, como lagos, tanques, pomares, gramados e cursos d\u2019\u00e1gua. Em conjunto, ser\u00e3o importantes para situa\u00e7\u00f5es como reten\u00e7\u00e3o natural de \u00e1gua de chuvas ou mar\u00e9s, bem como a drenagem, mobilidade, produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de alimentos e, claro, recrea\u00e7\u00e3o. A paisagem, assim, torna-se uma nova forma de se desenhar a infraestrutura, a partir de processos naturais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O modelo tradicional de drenagem urbana \u00e9 formado por redes interligadas de canaliza\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea. Nas grandes cidades brasileiras, os investimentos de alto custo em tais obras de saneamento n\u00e3o conseguem dar conta de toda a drenagem necess\u00e1ria. Com chuvas fortes, os alagamentos e enxurradas s\u00e3o uma constante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O conceito \u201cgreen and blue\u201d poderia complementar a estrat\u00e9gia tradicional e cara, com a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes ajardinadas que funcionam tamb\u00e9m como um mecanismo natural de drenagem. Trata-se de um sistema misto, em que a canaliza\u00e7\u00e3o comum recebe o aux\u00edlio da natureza.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vale para outros sistemas. Ao inv\u00e9s de se apostar num modelo que s\u00f3 funciona com um meio de transporte &#8211; como o rodoviarista, destinado a ve\u00edculos motorizados &#8211; \u00e9 poss\u00edvel conceber junto \u00e0 paisagem uma infraestrutura multifuncional, onde os parques acolhem outros fluxos de mobilidade, como o ciclovi\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A infraestrutura, em casos como da Holanda, tamb\u00e9m d\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para a utiliza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o para muito mais do que apenas locomo\u00e7\u00e3o. Ele pode solucionar outros problemas do planejamento urbano. Junto com o passeio de bicicleta, um parque tamb\u00e9m pode melhorar a drenagem urbana. Em vez de s\u00f3 aumentar a tubula\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea, uma obra cara e que fecha a rua, h\u00e1 jardins e quadras esportivas, planejadas para eventualmente encherem de \u00e1gua, evitando alagamentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um projeto holand\u00eas que avan\u00e7a muito nesse sentido \u00e9 o projeto Water Squares &#8211; &#8220;pra\u00e7as de \u00e1gua&#8221; em portugu\u00eas &#8211; que se preocupa com a drenagem mas oferece ainda espa\u00e7os de lazer, esporte e sa\u00fade para a popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Dinamarca, por pol\u00edtica do governo federal, as cidades precisaram fazer plano de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Com as principais cidades sujeitas ao aumento dos n\u00edveis das mar\u00e9s e per\u00edodos de chuvas intensas, precisam minimizar perdas por eventos extremos de \u00e1gua. \u00a0Estudos contratados mostraram que a ado\u00e7\u00e3o da infraestrutura verde e azul torna as obras necess\u00e1rias para mitigar as cheias muito mais econ\u00f4micas. O valor \u00e9 de um quarto do custo para todos os projetos, em compara\u00e7\u00e3o com o modelo tradicional de drenagem urbana, segundo pesquisadoras da Universidade de Copenhagen. H\u00e1 outras situa\u00e7\u00f5es interessantes que envolvem os contratos das companhias contratadas para o servi\u00e7o, como o limite de dez cent\u00edmetros de altura para o alagamento de ruas, que n\u00e3o pode ser ultrapassado na capital Copenhagen. Assim, a empresa de servi\u00e7os p\u00fablicos decidiu-se pela solu\u00e7\u00e3o mais econ\u00f4mica, envolvendo conceitos de \u201cgreen and blue\u201d junto com a solu\u00e7\u00e3o tradicional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Curioso \u00e9 como um modo de pensar t\u00e3o criativo, barato e \u00fatil encontra ainda pouco eco no Brasil. A multifuncionalidade da infraestrutura verde e azul deveria ser considerada aqui. Agregar a uma estrutura funcional valores ambientais, como \u00e1reas naturais e ajardinadas, e valores sociais, como parques e quadras, \u00e9 tamb\u00e9m uma solu\u00e7\u00e3o mais econ\u00f4mica para as cidades brasileiras. Isso \u00e9 resolver problemas de forma sustent\u00e1vel atrav\u00e9s do desenho urbano.<\/span><\/p>\n<p>https:\/\/youtu.be\/hNrO3OH9DzA?si=p-Iocwj6Sj48hw5m","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A chamada \u201cBlue and Green Infrastructure\u201d se prop\u00f5e a resolver os problemas funcionais de uma cidade de maneira mais econ\u00f4mica, privilegiando a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e beneficiando as pessoas.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":89,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1,11,13],"tags":[],"class_list":["post-362","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-capa","category-destaque"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/34701117493_0cf156297d_o.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=362"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/362\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1229,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/362\/revisions\/1229"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}