{"id":489,"date":"2018-06-29T22:27:09","date_gmt":"2018-06-30T01:27:09","guid":{"rendered":"http:\/\/humanitat.com.br\/?p=489"},"modified":"2025-04-25T10:39:03","modified_gmt":"2025-04-25T13:39:03","slug":"o-centro-historico-de-guimaraes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/o-centro-historico-de-guimaraes\/","title":{"rendered":"Guimar\u00e3es e a revitaliza\u00e7\u00e3o a partir do patrim\u00f4nio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/humanitat.com.br\/en\/artigos\/o-centro-historico-de-guimaraes\/\"><strong>CLICK HERE<\/strong><\/a> for English version<\/p>\n<p>Guimar\u00e3es \u00e9 a cidade-ber\u00e7o de Portugal. Patrim\u00f4nio Mundial da UNESCO, \u00e9 o 4o. destino mais visitado entre as cidades que receberam o t\u00edtulo. \u201cIsso \u00e9 qualquer coisa de extraordin\u00e1rio. (O t\u00edtulo) n\u00e3o \u00e9 pela excel\u00eancia de um edif\u00edcio, mas pela uniformidade de um conjunto que atravessa v\u00e1rias idades\u201d, explica o arquiteto portugu\u00eas Manuel Roque (<strong><a href=\"http:\/\/www.pitagorasgroup.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pit\u00e1goras Group<\/a>)<\/strong>, com quem tivemos o prazer de caminhar pelas ruas e pra\u00e7as e aprender sobre Guimar\u00e3es.<br \/>\nAl\u00e9m disso, Guimar\u00e3es foi a capital europeia da cultura em 2012, por conta da sua vasta programa\u00e7\u00e3o cultural, e que tamb\u00e9m desencadeou novos projetos. Um dos destaques \u00e9 a Plataforma das Artes Jos\u00e9 de Guimar\u00e3es, projeto do arquiteto, que tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por diversos outros edif\u00edcios na cidade.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Guimar\u00e3es e a revitaliza\u00e7\u00e3o urbana a partir do seu patrim\u00f4nio hist\u00f3rico - Humanit\u00e4t\" width=\"680\" height=\"383\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Qn7TwjhMmDw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Mas nem sempre foi assim. Cerca de 40 anos atr\u00e1s, o centro hist\u00f3rico estava abandonado e era at\u00e9 mesmo perigoso. Localizada no Vale do Rio Ave, a cidade teve sua economia mantida pela ind\u00fastria t\u00eaxtil, que se desfez com a abertura dos mercados \u00e0 \u00c1sia. \u201cHouve uma depress\u00e3o e a cidade precisou encontrar um novo paradigma, atrav\u00e9s de um patrim\u00f4nio hist\u00f3rico rico.\u201d Aos poucos, o poder municipal foi revitalizando o espa\u00e7o p\u00fablico, iniciando por algumas pra\u00e7as. A reconstru\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios ficou a cargo dos particulares, que o fizeram como um efeito de cont\u00e1gio.<br \/>\nCom a revitaliza\u00e7\u00e3o, o centro hist\u00f3rico voltou a funcionar como uma sala de estar da cidade. Hoje, \u00e9 um local tur\u00edstico, com restaurantes, caf\u00e9s e lojas t\u00edpicas. Mas tamb\u00e9m \u00e9 habitado, como explica Manuel: \u201cN\u00e3o \u00e9 uma casinha de bonecas, uma Disneyl\u00e2ndia animada, de fato as pessoas vivem aqui.\u201d<br \/>\nChama a aten\u00e7\u00e3o em Guimar\u00e3es o uso que se tem da cidade, de encontrar pequenas mercearias no caminho, por exemplo. Em oposi\u00e7\u00e3o ao movimento moderno, que preconizou a separa\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es, as cidades baseadas na escala humana devem abra\u00e7ar a multifuncionalidade. \u201c\u00c9 precisamente o contr\u00e1rio de todo o modelo que n\u00f3s conhecemos, que se assenta no uso do carro. Vou ao shopping, depois vou ao condom\u00ednio, e entre eles n\u00e3o \u00e9 terra de ningu\u00e9m, \u00e9 vidro fechado, \u00e9 carro. Essa formula\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano falhou completamente, isso \u00e9 a ant\u00edtese do que \u00e9 uma cidade. O grande erro do movimento moderno tem a ver precisamente com a formula\u00e7\u00e3o das cidades\u201d, lamenta Manuel, um grande admirador da arquitetura moderna.<br \/>\nA multifuncionalidade, os pequenos com\u00e9rcios tradicionais, a habita\u00e7\u00e3o fixando as pessoas que l\u00e1 habitavam e outras que poder\u00e3o surgir, o desenho que desencoraja o uso do autom\u00f3vel, a uniformidade das cal\u00e7adas, as pra\u00e7as vivas, as pequenas surpresas do caminho, os relevos de fachada e artes urbanas, os sabores e doces t\u00edpicos: esses elementos s\u00e3o essenciais para as cidades humanistas. \u201cN\u00e3o tem que inventar muito mais. A cidade \u00e9 sempre um ponto de encontro.\u201d<\/p>\n<p><strong>Assista ao curta-metragem<\/strong><br \/>\nYoutube: <strong><a href=\"https:\/\/youtu.be\/Qn7TwjhMmDw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/youtu.be\/Qn7TwjhMmDw<\/a><\/strong><br \/>\nFacebook com legendas em ingl\u00eas: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/100064302025376\/videos\/2533075643634508\/?__so__=permalink\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>https:\/\/www.facebook.com\/100064302025376\/videos\/2533075643634508\/?__so__=permalink<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><br \/>\nCoordena\u00e7\u00e3o geral, pesquisa, roteiro, produ\u00e7\u00e3o e entrevistadora: Carolina Viviane Nunes<br \/>\nDire\u00e7\u00e3o, operador de c\u00e2mera e edi\u00e7\u00e3o: Walter Carlos Weingaertner<br \/>\nEntrevistado: Arquiteto Manuel Roque<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje revitalizado, o centro de Guimar\u00e3es \u00e9 a sala de estar da cidade, explica o arquiteto Manuel Roque.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":500,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1,11,13],"tags":[35,33,38,39,37,36,32,34],"class_list":["post-489","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-capa","category-destaque","tag-centro-historico","tag-cidade-para-pessoas","tag-cities-for-people","tag-guimaraes","tag-heritage","tag-patrimonio","tag-portugal","tag-revitalizacao"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/humanitat.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/MG_1132.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/489","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=489"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/489\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1289,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/489\/revisions\/1289"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/media\/500"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=489"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=489"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/humanitat.com.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=489"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}